7 de jan de 2011

O QUE NOS FALTA É UM PRAZO DE VALIDADE



“Naquele tempo Ezequias ficou doente e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer; não se recuperará’ ”. II Reis 20,1

Este parece ser um chamado constante de Deus para as nossas vidas: “Ponha em ordem a sua casa”. Nesta época do ano em que fechamos nossos “balanços” e viramos uma pagina de nossas vidas, este chamado parece ser ainda mais forte.

Aquela voz que diz, volte para os trilhos, dê mais atenção a sua vida espiritual, dedique-se aquilo que tem maior valor, se faz ouvir com muita nitidez.

Mas estamos acostumados a não dar muita atenção a este chamado, em parte, simplesmente, porque pensamos que temos uma vida toda pela frente para fazer isto.

O que parece nos faltar é um “senso de finitude”, ou seja, entender que a nossa vida aqui é breve e que não temos tempo a perder. Aquilo deve ser feito, precisa ser feito. As coisas mais valiosas da vida, como nossa saúde espiritual e os nossos relacionamentos pessoais, não podem mais esperar.

“Volte e diga a Ezequias, líder do meu povo: Assim diz o SENHOR, Deus de Davi, seu predecessor: Ouvi sua oração e vi suas lágrimas; eu o curarei ... Acrescentarei quinze anos à sua vida.” II Reis 20,5-6

Fico então imaginando como o rei Ezequias procurou viver estes quinze anos de bônus que Deus deu a ele depois de escapar de uma sentença de morte. Provavelmente estes anos foram vividos com mais coragem, muito mais objetividade, e com certeza, com mais responsabilidade.

Na prática, tenho a impressão que o que nos falta para sermos mais obedientes ao chamado de Deus é um “prazo de validade”. Adiamos as coisas mais importantes da vida, como se fossemos “Highlanders” , aqueles personagens de filme de ficção que viviam por milênios, se ninguém lhes cortasse a cabeça.

Que bom seria se eu não precisasse levar um forte susto, como ocorrera com o rei Ezequias, para ouvir o chamado de Deus. Bom seria se fosse necessário somente um convite a reflexão; coisa despretensiosa, que a gente sempre faz nesta época do ano.

Bom seria se eu desse ouvidos ao sussurro suave de Deus com atenção e prontidão; muito bom seria se Ele não precisasse usar de sua voz de trovão que despedaça os cedros, retorce os carvalhos e faz tremer os desertos.

2 comentários:

Anônimo disse...

é mesmo, temos um prazo de validade, e precisamos observar isto.este texto é a doce voz alertando!!! valeu. Ivone

Meire disse...

Obrigado pelo texto. Ele foi como a voz de Deus em uma brisa suave, e, como você escreveu, espero não precisar ouví-lo com Sua voz de trovão...
Abraços,

Meire.