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9 de nov. de 2012

A FÉ DAQUELES QUE NÃO TINHAM FÉ



7 SINAIS – Segunda parte


O segundo dos sete sinais registrados em João, fala a respeito da cura do filho de um oficial, e está registrado João 4,43-54.

E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. Quando ele ouviu falar que Jesus tinha chegado à Galiléia, vindo da Judéia, procurou-o e suplicou-lhe que fosse curar seu filho, que estava à beira da morte.

O homem apresentado na história era um alto oficial do rei Herodes Antipas, sabendo que Jesus, o milagreiro, estava de volta a Galiléia, foi procurá-lo como último recurso na esperança de salvar o seu filho.

 Disse-lhe Jesus: “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”.

Imediatamente Jesus usa o pedido do oficial para se pronunciar a respeito da incredulidade daquele povo; um povo que nem mesmo diante de muitas curas e sinais, se rendiam a manifestação do Reino de Deus.

Mas aquele pai desesperado não se intimidou com a censura de Jesus, pois diferente dos fariseus que pediam sinais para colocar Jesus a prova, aquele oficial não estava interessado em sinais, nem mesmo estava interessado em seguir a Jesus; seu único objetivo era a cura de seu filho; e para isso, e ele demonstraria algo que agradaria muito a Jesus, a fé.

A fé daqueles que não tinham fé

O oficial do rei disse: “Senhor, vem, antes que o meu filho morra!” Jesus respondeu: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”.

Jesus já tinha ouvido o suficiente daquele homem desesperado; ironicamente havia fé e humildade suficiente naquele considerado um incrédulo pagão. Não havia necessidade de outro teste àquele humilhado pai que implorava pela misericórdia de Jesus.

Jesus identifica e celebra a fé daqueles que não tinham fé e que diferente de seu próprio povo se abriam para ação do Reino de Deus através do evangelho.

Jesus então, nos surpreende despedindo aquele homem com uma simples ordem de cura . Qualquer um de nós em seu lugar aproveitaria a oportunidade diplomática de acompanhar aquele oficial até sua casa, numa ação simpática e política diante de alguém tão importante. Aquela que seria a primeira cura de alguém realmente relevante para aquela sociedade, seria uma excelente propaganda do ministério de Jesus junto às autoridades de sua época.

Mas Jesus não demonstra nenhum interesse em angariar simpatia política, ou visitar os ambientes da alta sociedade de seu tempo. Ele trata o oficial da mesma forma como tratou a todos aqueles que buscaram a sua ajuda. Uma vez que Jesus não se deixa intimidar por nenhum tipo de status social, ele revela sua autoridade e liberdade de ajudar a qualquer pessoa.

Jesus respondeu: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”.

Temos aqui uma demonstração de toda a segurança e confiança de Jesus. Somente alguém com  a autoridade de Jesus poderia ordenar uma cura daquela forma. Ele não precisava de diagnostico e também não precisava de confirmação. Vida e morte se submetiam a sua palavra e esta bastava para aqueles que tinham fé.

O homem confiou na palavra de Jesus e partiu.

Talvez ainda mais surpreendente seja a reação do oficial, que em nada questiona ou insiste, o que seria muito natural, se tratando de alguém que não estava acostumado a receber ordens, mas somente obedecido prontamente. O homem simplesmente creu na palavra de Jesus e foi para casa. Se Jesus de fato era quem ele tinha esperança que fosse, nada mais era necessário, alem de sua palavra de ordem.

Esta história nos lembra um outro episódio muito semelhante onde a autoridade de Jesus é ironicamente reconhecida por alguém que não pertencia ao povo da promessa; a cura do servo do centurião em Mateus.

Mateus 8,-10 - Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.

É necessário reconhecer o sinal

Voltando a nossa história ...
“Estando ele ainda a caminho, seus servos vieram ao seu encontro com notícias de que o menino estava vivo. Quando perguntou a que horas o seu filho tinha melhorado, eles lhe disseram: “A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde”  Então o pai constatou que aquela fora exatamente a hora em que Jesus lhe dissera: “O seu filho continuará vivo”.

Enquanto o oficial estava a caminho de casa lhe chega a notícia de que seu filho estava bem. Obviamente, os mensageiros não sabiam do encontro do oficial com Jesus, sua missão era avisar o seu patrão que ele não precisava mais buscar ajuda.

A tentação aqui seria pensar que foi tudo uma grande coincidência, e que o menino teria melhorado de qualquer forma. Mas não é o caso deste homem, ele creu e fez questão de confirmar a todos que seu filho tinha sido curado após a ordem de Jesus.

Fruto do testemunho e convicção do oficial, todos de sua casa também creram em Jesus. Esta é a dinâmica do evangelho, o testemunho e a resposta através da fé.

“O seu filho continuará vivo”

Nos chama ainda a atenção que esta palavra pronunciada tão graciosamente por aquele que tem toda a autoridade de doar vida a quem quiser. É uma palavra fundamentada no sacrifício daquele que carregou sobre si a condenação que estava sobre a humanidade. Aquele menino receberia de volta o direito de viver, porque um outro “Filho” não foi poupado da morte e do sacrifício.

A história da redenção nos revela que mesmo diante da dor de seu Pai, a morte do Filho Amado, pouparia a vida de tantos outros filhos e filhas adotados pela graça.

 “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8,31-32)

A graça e o amor que salva o filho do oficial é a mesma que entrega e sacrifica o Filho do Deus Eterno.

A autoridade de Jesus e a missão da Igreja

Nossa resposta a autoridade de Jesus Cristo é o reconhecimento, a adoração e a obediência. Como poderíamos permanecer indiferentes diante da palavra que gera a vida? A fé será sempre a nossa resposta e a obediência a sua consequência.

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Mateus 28,18-20

Que leitura e a meditação nos sete sinais narrados no evangelho de João despertem em nós a fé e a confiança na autoridade de Jesus.

“Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
                                                                                       João 20,30-31


11 de jul. de 2012

JESUS, A ALEGRIA DOS HOMENS



7 SINAIS

Nem todos sabem que no evangelho de João foram registrados apenas sete milagres de Jesus das dezenas que conhecemos pelos outros evangelhos. Mas João decide escolher apenas sete e os chama de sinais, demonstrando que eles são mais do que milagres ou mera manifestação de poder, cada um destes sinais possuem um significado profundo que aponta para a verdade da revelação de Jesus Cristo como o Filho enviado de Deus que traz a vida eterna aquele que crê.

João 20,30-31 “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”

O primeiro sinal (João 2,1-11) - Jesus Transforma Água em Vinho

Vamos embarcar nesta viagem junto com evangelista João e perceber quais foram os sinais deixados pelo Homem Deus, que revelaram toda a glória de Jesus Cristo. Jesus celebra a vida comum

“No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava ali; Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento.”

A primeira lição dessa história é perceber que em Jesus temos a celebração da vida comum. A presença de Jesus numa festa de casamento, mostra sua aprovação tanto em relação ao casamento em si, quanto em relação a uma festa de celebração.

Ninguém estava doente, ou faminto ou possuído de espírito maligno; somente a festa de um casal desconhecido, onde a bebida havia acabado; qual a real importância disso?Jesus nos ensina que a vida comum é um sacramento, a vida cotidiana é também um exercício de espiritualidade.

Sabemos que jejuar é espiritual, mas saborear uma refeição também pode ser espiritual. Aprendemos com Jesus que isolar-se para orar é exercício de espiritualidade, mas por outro lado, reunir-se com irmãos e amigos em alegria também traz edificação. Entendemos que dedicar nossa vida ao ministério da evangelização ou ensino é um ato de consagração, mas também quando nos consagramos ao casamento e aos filhos abraçamos um ministério sagrado dado por Deus.

Todo milagre de Jesus é um sinal

“Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Respondeu Jesus: Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”.

Jesus estava completamente focado em sua missão, seus milagres não eram aleatórios ou improvisados pela necessidade, ele se mantinha totalmente submisso aos propósitos de seu Pai.

O dialogo aparentemente ríspido entre Jesus e sua mãe, revelam que nenhum milagre seria realizado para atender favores pessoais, nem dos mais íntimos como Maria. Todo o milagre possuía um propósito maior do que a necessidade imediata daquele que era beneficiado pelo milagre.

Deveríamos meditar se não nos encontramos, muitas vezes, pedindo favores pessoais a Deus. Como íntimos e achegados, pedimos que Deus abra uma exceção em seu plano maior, só por nós, somente desta vez, em nome da nosso relacionamento. Deus não age assim; ele não tem compromisso com nossa agenda parcial e egocêntrica.

Mas para a sorte dos noivos e de todos os presentes, Deus tinha um propósito maior naquela situação, e um sinal do Reino de Deus seria manifesto diante dos discípulos.

Jesus é o propósito da Lei

“ Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros. Disse Jesus aos serviçais: Encham os potes com água. E os encheram até a borda.”

João destaca este detalhe, pois, os potes simbolizavam a observância das leis cerimoniais pelos judeus. Um rito de purificação realizado durante as comemorações.

Ao ordenar que elas sejam cheias de água para outro fim, Jesus está inaugurando uma nova ordem; era o novo de Deus que estava chegando para aqueles que estavam abertos para recebê-lo.

Os lideres dos judeus nunca aceitariam a instrução de Jesus, pois estavam presos a forma literal da lei. Eles não aceitariam que os potes fossem usados para outro fim; o que seria uma profanação. Eles não estavam abertos para o novo, nem mesmo se este novo viesse da parte Deus.

Como discípulos de Jesus, devemos nos abrir para o novo de Deus. Através do evangelho do Reino, Jesus dará um novo significado para as nossas velhas vasilhas. A questão é se estamos abertos para receber o novo de Deus.

Jesus é o vinho novo

"Então lhes disse: Agora, levem um pouco ao encarregado da festa.Eles assim fizeram, e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água."

A água dos potes se transformou em vinho, mas de uma forma quase natural, Jesus agiu sem fazer nenhum espetáculo. Não havia lugar para qualquer tipo de exibicionismo no ministério de Jesus.

O novo do Reino de Deus costuma chegar de maneira viva, mas discreta, como uma semente que brota lentamente até se tornar uma grande arvore. E de repente, o Reino de Deus chega, os céus se abrem e Deus se faz presente entre nós.

Mateus 9,17 - Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.

Jesus é vinho novo e este vinho não cabe nas estruturas tradicionais religiosas. Nenhuma religião pode comportar aquilo que Jesus Cristo inaugurou. Aquilo que esta nascendo junto com a semente do evangelho e que será chamado no futuro de Igreja deverá ser algo completamente novo e diferente de qualquer religião.

“E disse: todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.

A água é transformada em vinho, a antiga aliança se transforma em nova aliança. E aquilo que Jesus traz é muito diferente e muito melhor. O Reino de Cristo não é somente o ultimo, mas é também o melhor.

O sinal é para os discípulos

"Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele."

Não é um absurdo dizer que talvez os convidados nunca souberam do milagre. Nada é registrado a respeito da divulgação do feito de Jesus, assim como nada é afirmado a respeito da reação dos noivos, ou a fé do mestre de cerimônia, ou mesmo dos servos.

João mostra que para Jesus o mais importante naquele momento era a fé dos seus discípulos. Deus não espera que o mundo creia e confie na sua palavra, mas Deus espera que em seus discípulos se manifeste a fé genuína e a confiança plena.

Precisamos entender que o sinal ou milagre de Jesus não produz a fé, antes, confirma esta fé no coração daquele que experimenta ou ouve o testemunho do sinal. Os discípulos embora estivessem presentes, precisaram crer que realmente havia água nos potes e que a água foi transformada em vinho por Jesus. Eles somente foram edificados pelo milagre porque creram em Jesus.

Jesus a alegria dos homens

O vinho, que sempre foi símbolo da alegria dos homens, é o evangelho de Jesus que traz a boa notícia do Reino ao homem aflito. No casamento em Caná aprendemos que Jesus veio trazer o “novo”, e o novo de Jesus traz consigo a verdadeira alegria. Como bem anuncia a famosa composição de J. S. Bach, Jesus é a alegria dos homens.

Lucas 2,10-11 - Mas o anjo disse: Não tenham medo! Estou aqui a fim de trazer uma boa notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor!

Nós os que cremos em Jesus estamos na expectativa de uma grande festa de casamento, mas desta vez Jesus não será somente um convidado, mas ele será o noivo e será um momento de grande alegria para todos os presentes. Então sentaremos a mesa com ele e compartilharemos do vinho novo de sua festa.

Apocalipse 19,7 - Fiquemos alegres e felizes! Louvemos a sua glória! Porque chegou a hora da festa de casamento do Cordeiro, e a noiva já se preparou para recebê-lo.