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11 de set. de 2013

QUANDO DEUS VEM NOS BUSCAR NA CAVERNA!



1 Reis 19:3-4
"Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados. "

Elias foi um homem de Deus, um grande profeta que experimentou o poder sobrenatural de Deus em todo o seu ministério. Mas Elias também passou por um momento de profundo esgotamento espiritual. Mas Deus foi busca-lo no fundo do poço, ou melhor, no fundo da caverna e o trouxe de volta, restaurando seu coração e o seu ministério.

Medo e fuga

(3) Elias teve medo e fugiu para salvar a vida.

Embora Elias tivesse acabado de enfrentar corajosamente os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, ele simplesmente não tinha mais forças para enfrentar a ira da rainha Jezabel, que prometeu matá-lo. Uma das características do esgotamento espiritual é que de repente nos sentimos incapazes de enfrentar situações que já enfrentamos antes. Aquilo que era fácil parece novamente difícil e uma pequena situação agora se torna um grande problema. Neste momento, a fuga parece a única opção.

Isolamento

(3-4) Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia.

Uma outra característica da depressão é o desejo de estar só. Embora este seja o momento em que precisamos de apoio e ajuda, na verdade, não queremos encontrar ninguém, e evitamos qualquer espécie de confronto ou conselho.

Perda da motivação para viver

(4) Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida;

O ápice de uma crise é quando perdemos não somente a motivação para trabalhar ou realizar nossas  tarefas cotidianas, mas perdemos a motivação para viver. Pessoas que mergulham em uma depressão profunda podem chegar ao ponto de tentar tirar a própria vida.

O TRATAMENTO DE DEUS

Observe como Deus restaurou a vida de Elias e veja que importantes lições aprendemos para a nossa vida espiritual.

Pão e travesseiro

(5-7) Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa".

Elias estava exausto e precisa inicialmente apenas de duas coisas: descansar e se alimentar. Deus deu isto a ele e este foi o primeiro passo de sua restauração. É muito fácil descuidar destas duas importantes áreas de nossas vidas. Precisamos encarar a espiritualidade de uma forma integral, e não podemos cuidar da espiritualidade, negligenciando nossas necessidades físicas. É bom saber que parte do tratamento de Deus para nossa exaustão é o descanso adequado e a boa alimentação.

Visitando o lugar onde tudo começou

(8) Então ele se levantou, comeu e bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até que chegou a Horebe, o monte de Deus.

Elias foi até o Monte Horene, também conhecido como Monte Sinai, o lugar onde Deus estabeleceu sua aliança com seu povo. Para Elias se ainda existia um ultimo lugar sagrado onde Deus se manifestaria seria aquele monte. Ali haveria uma resposta clara de Deus para sua crise.

Quando estamos em crise espiritual e a nossa fé parece estar se esgotando, devemos visitar o lugar onde nossa jornada espiritual começou. Preciso passar a me questionar:  Quando foi que Deus me chamou e falou comigo pela primeira vez? Qual foi a situação em que senti o "primeiro amor" por Jesus Cristo? Visitar este lugar não significa ir até um lugar físico, mas visitar em nossa memória e nosso coração os momentos marcantes de nossa conversão e chamado. Relembrar como e quando compreendi a graça de Deus se manifestando em minha vida.

Abrindo o coração para Deus

(9-10) Ali entrou numa caverna e passou a noite. E a palavra do Senhor veio a ele: "O que você está fazendo aqui, Elias? " Ele respondeu: "Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me".

A oração de Elias nos lembra muitos dos salmos, pois expressa de forma sincera toda a sua exaustão. O cansaço de Elias era um cansaço ético, característico de todo o esgotamento espiritual. É a sensação de que fazer o bem e ser fiel a Deus não é o suficiente. É concluir que não havia recompensa na integridade. Enquanto ele fazia tudo o que o Senhor pedia, seus inimigos desejavam mata-lo. Ele se sentia sozinho em sua luta.

Seja qual for o sentimento que temos diante de Deus, devemos expô-lo com toda a sinceridade, sem medo pois Deus não nos castiga por nossa sinceridade, mas nos cura a partir do momento que admitimos nossas incapacidades.

Compreendendo a manifestação de Deus

(11-13) O Senhor lhe disse: "Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar". Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto.  Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: "O que você está fazendo aqui, Elias? "

No confronto contra os profetas de Baal, Elias lançou o desafio: "O Deus que responder com fogo esse é Deus!" Era desta forma que Elias esperava que Deus se manifestasse no Monte Horebe,  como o Deus que se manifesta com poder e fogo. Ele estava agora no monte onde Deus se apresentou ao povo e a Moisés com tremores, raios e fogo. Talvez a expectativa de Elias fosse que Deus novamente se manifestasse em extraordinário poder e destruísse seus inimigos. Mas para sua surpresa Deus se manifesta no murmúrio de uma brisa suave. Deus estava ensinando Elias que ele deveria aprender a ouvir o seu silêncio.

Muitas vezes em nossas angústias ficamos realmente incomodados com o silencio de Deus e não percebemos que em seu silencio Deus já está agindo e falando conosco. Devemos entender que a ação de Deus não será segundo as nossas expectativas, mas segundo a sua vontade. Se aceitamos que Deus se manifeste de forma sonoramente extraordinária, devemos também aceitar quando Ele se manifestar em seu silêncio.

Obedecendo a palavra de Deus

(15-16) O Senhor lhe disse: "Volte pelo caminho por onde veio, e vá para o deserto de Damasco. Chegando lá, unja Hazael como rei da Síria.  Unja também Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel, e unja Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, para suceder a você como profeta.

E agora sem mais devaneios, Deus simplesmente manda Elias de volta para o sua missão, para que finalize o seu trabalho. Chegou a hora de se levantar, sacudir a poeira e seguir em frente. Elias deveria enfrentar os seus medos e voltar a sua missão. Deus não prometeu a ele nada a respeito das ameaças de Jezabel, Elias deveria se concentrar no seu trabalho de profeta e crer que Deus cuidaria do fosse necessário.

Chega um momento em que devemos simplesmente levantar e voltar ao trabalho, voltar a vida que se segue. Mesmo que os nossos problemas ainda estejam no mesmo lugar nos esperando, devemos crer e confiar em Deus que nos manda levantar e seguir em frente.

Entendendo que não estamos sozinhos

(18) No entanto, fiz sobrar sete mil em Israel, todos aqueles cujos joelhos não se inclinaram diante de Baal e todos aqueles cujas bocas não o beijaram".

Em sua crise Elias pensou que era o último homem em Israel que temia ao Senhor, mas Deus revelou a ele que isto não era verdade, ainda haviam muitos outros que não tinham se rendido a idolatria.

Achar que estamos sozinhos na luta pelo bem e a verdade é um grande engano do nosso coração orgulho. Em nossa crise voltamos nossos olhos apenas para nós mesmos e não percebemos o que Deus esta fazendo a nossa volta. A verdade é que ainda existe uma forte comunidade dos discípulos de Jesus aí fora e devemos nos juntar a eles.

1 Reis 19:19-21
(19-21) Então Elias saiu de lá e encontrou Eliseu, filho de Safate. Ele estava arando com doze parelhas de bois, e estava conduzindo a décima-segunda parelha. Elias o alcançou e lançou a sua capa sobre ele.  Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias. "Deixa-me dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe", disse, "e então irei contigo. " "Vá e volte", respondeu Elias, "pelo que lhe fiz. " E Eliseu voltou, apanhou a sua parelha de bois e os matou. Queimou o equipamento de arar para cozinhar a carne e a deu ao povo, e eles comeram. Depois partiu com Elias, e se tornou o seu auxiliar.

Nossa história termina com uma bela surpresa. Deus conclui seu tratamento na vida de Elias, dando a ele um amigo, um companheiro de caminhada. Alguém em quem investir e também dividir as cargas.

As amizades espirituais são um presente de Deus para as nossas vidas. Precisamos de amigos confidentes que possam dividir conosco nossas lutas e nos dar o apoio quando estamos abatidos.

11 de fev. de 2011

TROCANDO O BANQUETE POR BANANAS




“Buscai ,pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6,33


Vivemos o dilema entre buscar o Reino de Deus e buscar as “demais coisas”; embora Jesus nos chame para um reino espiritual, prometendo que nada nos faltará, morremos de medo de aceitar este convite e ficar sem estas “outras coisas”.

Mas Jesus nos alerta que o nosso critério de valores está bem equivocado. Na verdade, estamos apegados aquilo que não tem valor real e desprezamos perolas e tesouros que o Reino nos oferece.

Armadilha para Macacos

A história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos.

Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema: pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.

Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam. Isso feito, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana. Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.

Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sairá e ele poderá ir embora livremente, caso contrário, continua preso à armadilha.

Depois de um tempo, os nativos voltam e tranqüilamente capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar a banana. O final é meio trágico, pois os macacos que são capturados acabam indo para a panela.


Enquanto estivermos cegados pelas bananas que a vida nos oferece, corremos o risco de perder a verdadeira vida. Há um banquete que não encontramos nesta estreita cumbuca que nos oferecem diariamente.

A ironia é que o medo de perder o pouco que temos poderá nos deixar sem nada. O apego demasiado ao passageiro e temporário, pode nos impedir de perceber o eterno.

Uma história de Jesus ilustra perfeitamente este equivoco:

Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus, disse-lhe: “Feliz será aquele que comer no banquete do Reino de Deus”.

Jesus respondeu: “Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’.

“Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: ‘Acabei de comprar uma propriedade, e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me’. “Outro disse: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me’. “Ainda outro disse: ‘Acabo de me casar, por isso não posso ir’.

“O servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Então o dono da casa irou-se e ordenou ao seu servo: ‘Vá rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’. (Lucas 14,15-24)


Todos queremos sempre o melhor para as nossas vidas. Se tivéssemos a convicção de que o Reino de Deus era o melhor, não desejaríamos outra coisa.

Nossas razões e justificativas somente revelam o nosso desinteresse. O Reino nos soa como uma festa pobre e chata, que qualquer compromisso de importância mediana justifica nossa ausência.

Mas o Reino de Deus não se explica, não há como fazer propaganda dele; o Reino de Deus a gente vê e se enxerga dentro dele. Em outras palavras, precisamos de revelação, que os nossos olhos espirituais sejam abertos e vejamos o banquete a que somos convidados.

Eis que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Apocalipse 3,20

Quero com alegria aceitar este convite! Quero desejar este encontro de todo o meu coração. Que o Espírito Santo abra os meus olhos para este banquete maravilhoso que é servido a mesa de Jesus. Quero mais, preciso de mais ! Quero muito mais do que bananas !

4 de fev. de 2011

O QUE NOS FARIA REVER NOSSAS PRIORIDADES?


Eclesiastes 2,11
Contudo, quando avaliei tudo o que as minhas mãos haviam feito e o trabalho que eu tanto me esforçara para realizar, percebi que tudo foi inútil, foi correr atrás do vento;


Meu amigo e mentor, o Pr. Ricardo Agreste, conta que todos os anos, no dia do seu aniversário, ele cumpre o mesmo ritual, já na primeira atividade do dia, num momento de solitude, ele lê novamente o livro do Eclesiastes, e se pergunta se em algum aspecto de sua vida, ele tem corrido atrás do vento.

Um filme que falou bastante comigo a este respeito foi “Naufrago” com o ator Tom Hanks, e desde então sempre que posso o assisto novamente.

O filme conta a história Chuck Noland, executivo da Fedex, tinha um bom trabalho e uma boa posição. Ele viajava o mundo dando treinamento, era dedicado e competente. Tinha família e amigos e até uma noiva. Vivia uma vida de sucesso para os parâmetros modernos.

O que Noland não percebia, pois nunca tinha tempo para refletir, era que sua vida era superficial. Ele era escravo do relógio, vivia para o seu trabalho e não conseguia desenvolver relacionamentos verdadeiros. Noland não tinha tempo para as pessoas e nem para os problemas das pessoas; ele nem mesmo tinha tempo para si mesmo.

Ele provavelmente viveria assim para o resto de sua vida; como muitos de nós que buscamos este mesmo estilo de vida, não mudaríamos por qualquer razão. Mas um acontecimento o transformaria para sempre. Depois de sofrer um acidente com seu avião, Noland, o único sobrevivente, passaria a viver em uma ilha deserta.

De repente suas prioridades mudariam completamente e ele passaria a enxergar a sua vida de uma outra perspectiva. Agora sim, ele teria todo o tempo do mundo para refletir porque corria tanto e o que buscava alcançar.

Ali, isolado naquela ilha, ele começa a perceber que antes do acidente ele já vivia em profunda solidão, embora rodeado de pessoas. Ali, pela primeira vez, ele começa a valorizar aqueles a quem perdeu, mas que nunca foram realmente dele.

Quantas vezes, nossas prioridades fazem parte de um mundo de ilusão criado por nós. Um castelo de cartas, onde reinamos com o nosso sucesso profissional, nossa realização pessoal e nossa boa imagem social.

Coadjuvante a este nosso mundo, existe uma outra realidade que pouco nos chama a atenção. Pessoas que rotulamos de família, vizinhos, colegas de trabalho. As pessoas que poderiam nos amar e aquelas que poderiam ser amadas por nós.

O que nos faria mudar? O que nos faria acordar para esta realidade e rever nossas prioridades? Um raio, um naufrágio, a visita de um anjo de luz ?

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.” Efésios 5,15-17

A vida é curta demais para vivermos em nosso mundo imaginário e egoísta. A sabedoria que vem de Deus nos faz perceber as pessoas e entender como elas são de fato, o nosso mundo, o nosso mais precioso bem e a nossa maior prioridade.

20 de jan. de 2011

A ESPERA DE UM SINAL DE DEUS



“Ezequias havia perguntado a Isaías: Qual será o sinal de que o SENHOR me curará e de que de hoje a três dias subirei ao templo do SENHOR?” II Reis 20,8

Deus não só ouviu a oração de Ezequias, mas através do profeta Isaias prometeu a ele mais quinze anos de vida. E sob as ordens de Isaias, a ulcera do rei foi tratada ele ficou curado.

Contudo, Ezequias ainda pedia um sinal de que Deus cumpriria a sua palavra de cura. E não podia ser qualquer sinal, precisava ser o mais difícil; ele queria que a sombra sobre a escadaria de Acaz recuasse dez degraus. Surpreendentemente, Deus atende o pedido de Ezequias e realiza o sinal.

Pedir sinais e confirmações sempre foi uma pratica comum nos relatos bíblicos e continua sendo nos dias de hoje. Queremos ter certeza de que Deus está agindo. Precisamos sempre de mais uma confirmação dos céus de que a porta realmente está aberta. Embora esta atitude seja bem comum, sinceramente não creio que seja uma prática que agrade a Deus.

Então alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram: “Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti”. Ele respondeu: “Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas. Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas. Mateus 12,38-41

A palavra de Jesus nos deixa algumas considerações importantes:

Sem fé os sinais são inúteis

A verdade é que para um incrédulo nenhum sinal será suficiente. Basta lembrar o povo que saiu do Egito presenciando sinais extraordinários, mas não entraram na terra prometida, pois foram incrédulos e infiéis no deserto.

Por outro lado, para aquele que tem fé poucos sinais são necessários. Jesus ressalta que os ninivitas servirão de condenação para aquela geração incrédula, pois, se converteram com a mensagem simples de Jonas desprovida de milagres.

Porque pedimos sinais e confirmações a Deus? Precisamos com sinceridade, sondar nosso coração quando fazemos esta pergunta.

Buscamos justificativas para permanecer sem mudança? Quantas vezes procuramos desculpas para não reagir e mudar? Por falta de vontade, às vezes, por medo, ou quando estamos acomodados e conformados. E dizemos: Se Deus abrir mais esta porta, então eu mudarei.

Temos resistido a ação de Deus? A ação de Deus em nossas vidas constantemente confronta a nossa frieza, nosso egoísmo, nossa apatia e resistir a este trabalho de Deus é quase natural em nós.

Também pensamos a ação de Deus sempre como ação futura, como se ele começasse a agir a partir de nossos pedidos e clamores. Mas Deus já estava agindo em nossas vidas, muito antes de nossas orações. E nossa insistência em confirmações demonstram apenas nossa resistência ao seu agir.

Tem nos faltado fé? Quando somos dominados pela incredulidade, agimos como Tomé; se eu não vir com meus próprios olhos e não tocar com as minhas mãos, eu não crerei. A necessidade constante de sinais e confirmações esconde o peso de nossa incredulidade.

Jesus Cristo é o sinal do que Deus pode fazer pelo homem

Aquela geração a quem Jesus ministrava estava prestes a testemunhar o maior de todos os sinais vindos da parte de Deus, a morte e ressurreição de Cristo.

“Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra.”

De fato, a encarnação, a morte e ressurreição de Cristo são os únicos sinais necessários a fé cristã. E a nós, e as gerações posteriores de cristãos que não presenciaram estes sinais, nos tornamos testemunhas deles pela obra reveladora do Espírito Santo.

Quando então perguntamos: Qual é o sinal de que Deus nos ama? Ou, qual é o sinal de que Deus cuida de nós e quer nos salvar? A resposta será sempre, Jesus Cristo encarnado, morto e ressurreto.Nenhum outro sinal deveria ser necessário e nenhum outro sinal pode produzir fé no coração humano.

24 de dez. de 2010

NÓS NÃO ACREDITAMOS EM FÁBULAS DE NATAL


II Pedro 1,16-19

1 – Nós não acreditamos em fábulas

“De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”

O natal com o passar do tempo tornou-se um natal de muitas histórias, uma mistura de tradições cristãs e não cristãs e uma variedade de construções culturais.

Em meio a presépios e reis magos, celebramos também o natal gelado americano com neve e pinheiros enfeitados. Celebramos ao mesmo tempo a pobreza do menino Jesus e a abundancia das festas e banquetes.

O Natal do bom velhinho e de suas renas voadoras que vem fazer a alegria das crianças. O natal de muitas luzes e enfeites, de reuniões familiares e troca de presentes.

As muitas histórias e atuais tradições de natal são belas e adequadas para a confraternização humana. Mas pouco sinalizam sobre a celebração da vinda do Senhor Jesus por seus discípulos.

O natal para nós precisa ser mais do que isto, precisamos afirmar como Pedro: “ não seguimos fábulas engenhosamente inventadas”.


2 – Nós somos testemunhas da vinda do Senhor Jesus

“ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade.”
“ Nós mesmos ouvimos essa voz vinda dos céus, quando estávamos com ele no monte santo.”


Pedro deixa claro que o Jesus que ele anuncia não é fábula, construção cultural ou uma história moral; mas eles, os apóstolos, foram testemunhas da vinda do homem Deus. Presenciaram suas palavras e seus milagres, ouviram a voz do céu que o chamou de “filho amado”, presenciaram sua morte e testemunharam sua ressurreição.

Nossa experiência com a vinda de Jesus Cristo precisa ser real e pessoal; não ocular e presencial como a dos apóstolos, mas real em experiência de vida. A vinda do filho de Deus precisa ser para cada um de nós um evento transformador e um divisor de águas em nossa existência.

3 - Aguardamos a manifestação gloriosa do Senhor Jesus

“Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês.”

O natal, a páscoa, a ceia e toda a celebração da vida e morte de Cristo são estrelas que brilham na escuridão da condição humana conduzindo os discípulos Jesus até que nasça o dia e o sol brilhe em glória.

Chegará um tempo em que não haverá mais trevas e Cristo se manifestará de forma gloriosa, majestosa e o seu Reino será definitivamente estabelecido.

A mensagem bíblica e apostólica da vinda do Senhor Jesus, nos conduz a vida até que o Cristo seja manifesto em majestade e glória. Sejamos conduzidos pela luz do evangelho, seguindo a sua estrela. Que o evangelho seja luz em meio a nossas trevas.

12 de dez. de 2009

2012 - Quanto custa um “ticket” para a salvação?




2012 é mais um filme sobre o “fim do mundo”, onde vemos novamente a natureza destruindo a raça humana de forma impiedosa. Estas teorias apocalípticas sobre “fim dos tempos” estão realmente em moda, talvez fruto de uma geração que tem dor na consciência pelo que está fazendo com planeta.

As pessoas parecem ter grande atração por profecias que marcam data para catástrofes planetárias. O filme baseia sua história sobre uma lenda maia que marcava o fim dos tempos para 21 de dezembro de 2012.

No filme, os governantes do mundo inteiro, alertados por cientistas da iminência da destruição dos continentes, e sob a liderança dos Estados Unidos, é claro, se dedicam a um projeto secreto que salvaria alguns “eleitos”, não deixando que a humanidade seja dizimada por completo. Uma espécie de “arca de Noé” contemporânea.

Não é um filme para ser levado muito a sério, é na verdade um filme de ação e efeitos especiais, feito para divertir, se é que alguém se diverte vendo milhares de pessoas morrendo.

Acredito que a única coisa realista no filme seja o fato de que se homem descobrisse uma forma de escapar da destruição do fim dos tempos, isto seria posto a venda para quem pudesse pagar. O filme sugere que uma passagem na “arca do apocalipse” custaria por volta de 1 bilhão de dólares.

A idéia é mais ou menos esta: como não se pode salvar a todos, salvemos as pessoas mais relevantes para a humanidade, alguns animais e plantas, algumas obras de arte e aqueles que podem pagar. E os demais que encarem seu destino fatal.

Numa sociedade capitalista como a nossa, a pergunta seria inevitável: Quanto custa um “ticket” para a salvação? Talvez esta seja uma boa discussão sugerida pelo filme: Quando vale a vida de uma pessoa? A tentativa humana de comprar a salvação ou o direito a vida não é nova, a história do poder e da religião tem contado esta narrativa por séculos.

Fico com a velha verdade do evangelho de Jesus, que ensina que a salvação não pode ser vendida, nem comprada; embora tenha custado preço de grande sacrifício. A salvação é a Graça de Deus e é oferecida a todos. E esta salvação tem sido recebida, não pelos poderosos e milionários que desejam compra-la e manipula-la, mas por todos aqueles que simplesmente crêem no Evangelho de Cristo.

5 de dez. de 2009

A ÚNICA FORMA DE DEUS SALVAR O GUERREIRO É QUEBRANDO O SEU ARCO



II Rs 5,1 “Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o SENHOR dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso.”

Uma lenda judaica dizia, que veio do arco de Naamã a flecha que feriu de morte Acabe, rei de Israel, nos tempos de Elias.

Naamã foi um grande comandante da Síria, sob o reinado de Bem-Hadade II, era respeitado e honrado por todos. Esteve à frente de grandes batalhas, inclusive contra Israel e foi um grande conquistador para a sua nação. Como todo grande conquistador não conhecia limites, seus limites eram aqueles que sua vontade e força determinavam.

Mas este grande guerreiro ficou doente de lepra. Uma das doenças mais graves de sua época. Provocava a decomposição da pessoa ainda viva. Uma doença que trazia consigo medo, vergonha e grande humilhação.

As feridas, o odor, a aparência e o julgamento alheio; agora, faziam o contraste com sua vida de glória e riqueza. Estavam em xeque todo o seu poder e suas conquistas. A honra e o respeito foram trocados pela piedade de seus próximos. Isolamento e vergonha eram o resumo de sua vida.

Na história de Naamã, percebemos como a fragilidade humana derruba a soberba humana. Entendemos que existem situações que não podem ser vencidas com a espada. Que há momentos em que a força de nada vale. Do que valia agora toda a estratégia, o planejamento e a disciplina de Naamã? O conquistador estava impotente diante de sua doença.

Não é este o sentimento de toda a humanidade diante da realidade da morte: impotência. Sentimos que todo o legado que conseguimos em séculos é nada diante deste grande inimigo.

A vida parece ser mesmo um grande “castelo de cartas”, tudo o que pensamos nos trazer segurança: a força, o poder e a riqueza, não passam de uma grande ilusão, quando enfrentam este gigante, a morte.

Mas seria realmente necessário chegarmos a este ponto para entendermos que existe alguma coisa errada neste mundo em que vivemos? Que nós precisamos de ajuda, que precisamos de salvação ?

Onde está Deus? Pergunta Naamã. Preciso de ajuda, preciso de um milagre, preciso de Deus! Naamã, o homem que experimentaria a graça de Deus em sua vida de forma real e transformadora, teve primeiro seu arco quebrado por Deus. Era somente o início de uma grande lição.

Rm 14,11 Porque está escrito: “ ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’ ”.

(Continua na parte 2)