20 de mai de 2010

Relacionamentos ainda compensam !!




“Havia um homem totalmente solitário; não tinha filho nem irmão. Trabalhava sem parar! ... Isso também é absurdo; é um trabalho por demais ingrato!” (Eclesiastes 4,8)

“A vida só tem valor se tivermos alguém com quem dividi-la”

Hoje em dia já ficou difícil identificar aquela chamada “família clássica”, formada pelo Papai a Mamãe e um casal de filhinhos que vivem juntos e felizes. Infelizmente nossas famílias nem sempre têm este retrato, por várias razões: casamentos são desfeitos, um companheiro que morre cedo demais, as condições sociais que levam uma criança a ser criada por parentes, a busca de oportunidades profissionais que separam pais de seus filhos.

Então nos perguntamos: Quem são aqueles com os quais dividimos nossa vida e podemos chamar de família? Um marido, uma esposa, uma filha, um irmão, um tio, uma vó; um “alguém”; estes são a nossa família.

O Eclesiastes diz ao homem moderno que mesmo com todas as dificuldades, relacionamentos íntimos ainda compensam; e mesmo com todas as suas imperfeições, a família ainda é um bom projeto de vida:

1 - Relacionamentos ainda compensam !

Relacionamentos ainda compensam? Viver em família ainda é um projeto viável? Vivemos em tempos onde estas perguntas são cada vez mais comuns. Os jovens se perguntam se devem mesmo se casar; casais optam por não ter filhos para que possam se dedicar mais as suas vidas profissionais. E muitos se questionam: A família ainda compensa?

“É melhor ter companhia do que estar sozinho” (Ec 4,9)

Se é difícil dividir a vida com outras pessoas, viver sem outras pessoas é muito mais difícil. Relacionamentos íntimos como o casamento são complicados, mas ter companhia é sempre melhor do que estar sozinho. A lógica é a seguinte: Um relacionamento maduro é bem melhor que um relacionamento difícil, mas um relacionamento difícil ainda é melhor do que não ter relacionamento nenhum.

2 - Construímos algo maior e melhor quando temos companhia

“maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas.” (Ec 4,9)

Viver em família é também aprender a construir uma vida junto com outras pessoas. Saímos do modelo “eu construo” para o modelo “nós construímos”. Estes a quem chamamos de família não são meros coadjuvantes de nossa história, mas protagonistas junto conosco. Construímos com eles nosso legado familiar, que vai muito além dos bens materiais, mas também os nossos valores, nosso caráter e nossa herança espiritual.

3 - Todos nós precisamos de companhia quando atravessamos os “vales” da vida.

“Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Ec 4,10)

A vida é feita de montanhas e vales, de alegrias e tristezas, de vitórias e derrotas, de saúde e enfermidade, de luz e de sombras. Pobre daquele que estiver só quando passar pelas sombras e pelos vales.

Como é bom ter alguém do seu lado na doença, na depressão e na derrota. Quando somos rejeitados e decepcionados e voltamos para casa, é muito bom encontrarmos em nosso ninho a aceitação e o conforto. Será muito mais fácil atravessarmos os vales se tivermos boa companhia.

4 - O convívio humano nos faz mais humanos, pois, a solidão esfria a alma

“E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho?” (Ec 4,11)

A ausência de relacionamentos significativos petrifica a alma, e a ausência de convivência pode nos desumanizar. Precisamos de companhia humana para manter nossa alma aquecida.

Aquela convivência familiar que tanto agride e desafia nossa privacidade é essencial para nos manter vivos e livres do gelado egoísmo individualista que nos seduz a solidão.

Precisamos dividir nossa casa, nosso quarto, nossa mesa, antes que nos acostumemos a viver em um mundo onde nós somos os únicos habitantes.

5 - Coragem e resistência crescem no companheirismo

“Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.” (Ec 4,12)

Será na família que encontraremos a coragem para enfrentar a adversidade. Os gigantes que se levantam, o inimigo externo que nos desafia, desde uma doença, um desemprego ou outro desafio qualquer que seja.

Somos pessoas mais fortes se somos pessoas de família. Quando resistimos aqueles que nos agridem precisamos de nossa tribo, de nosso clã, gente que seja nossa gente e que esteja ao nosso lado incondicionalmente.

O Eclesiastes nos anima e nos incentiva a optarmos pela família e pela companhia dos íntimos; pois ela nos trará consolo, humanidade e satisfação.

O Eclesiastes diz ao homem moderno que mesmo com todas as dificuldades, relacionamentos íntimos ainda compensam; e mesmo com todas as suas imperfeições, a família ainda é um bom projeto de vida.

E no fim entenderemos que a vida somente tem algum valor se aprendemos a dividi-la com alguém.


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Um comentário:

Kleber Pinheiro disse...

Excelente texto, família, um bem em extinção, nossa missão é fazer propaganda dela enquanto temos tempo, vou valorizar minha família, pois é o que tenho de mais precioso nesta terra.

Inté.